quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Uruguai joga bonito e conquista sua 15ª Copa América

Seleção celeste deixa Brasil e Argentina para trás e se consolida como a melhor seleção do continente

Na edição 2011 da Copa América muitos acreditavam em uma final entre Brasil e Argentina. A imprensa internacional e nacional previa um duelo entre as duas seleções (consideras as melhores do continente), muitos queriam de fato ver o confronto de Neymar e Messi.

Mas essa competição trouxe muitas surpresas e uma certeza: desde a última Copa do Mundo, o Uruguai é a melhor seleção da América do Sul, já que eles chegaram à semifinal da competição mundial, dando orgulho ao país; enquanto Brasil e Argentina foram até as quartas de final, voltando da África do Sul com uma enorme frustração.

Na primeira fase, as surpresas começaram. Brasil e Argentina começam mal e empatam seus dois primeiros jogos. As duas seleções ganharam apenas na terceira rodada. O Brasil ainda conseguiu liderar seu grupo, já a Argentina ficou em segundo, atrás da Colômbia.

Apontado como terceira força da América do Sul, o Uruguai também assustou sua torcida. No início começou mal e ficou em segundo no seu grupo, atrás do Chile, que foi apontado como a melhor seleção da primeira fase. “Na primeira fase, Brasil, Argentina e Uruguai decepcionaram, não jogaram bem. Enquanto isso, o Chile foi quem praticou um melhor futebol, jogando bem e empolgando sua torcida”, afirmou o jornalista esportivo Carlos Eduardo Éboli em reportagem à CBN.

As zebras passeiam pela competição

Na segunda fase da competição, nas quartas de final, as chamadas zebras apareceram já no primeiro jogo, Colômbia e Peru. Os colombianos foram melhores durante todo o jogo, perderam gols, inclusive um pênalti, desperdiçado por Falcão Garcia, a estrela da equipe. Mas depois de um empate sem gols no tempo normal, o Peru fez dois gols, em dois contra ataques, e venceu o jogo, mesmo não jogando tão bem.

A Argentina, jogando em casa, com apoio de sua torcida e com o melhor jogador do mundo, Messi, não conseguiu eliminar o Uruguai, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Mesmo com a Argentina tendo mais chances de gol, não conseguiu vencer um dos jogos mais disputados da competição. E foi nos pênaltis que a estrela do goleiro Muslera apareceu: depois de ter feito várias defesas difíceis com a bola rolando, ele defendeu a cobrança de Tévez (um dos maiores ídolos atuais do futebol argentino) e tirou a dona da casa da Copa América.

No dia seguinte, os brasileiros enfrentaram os paraguaios. Mesmo não jogando mal, criando chances de gol, com o Paraguai todo recuado e jogando na defesa, o Brasil não conseguiu fazer um gol sequer e vencer o jogo, nem nos 90 minutos, nem na prorrogação. Na decisão da vaga já nos pênaltis, os jogadores do Brasil perderam todos e viram o Paraguai se classificar, frustrando os brasileiros que acompanharam o jogo, como o torcedor Henrique Gimenes. “Do jeito que está, a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será uma vergonha. Todo mundo reclamou que o Dunga não chamou o Ganso e o Neymar, o Mano chamou e o Brasil passou vergonha de novo. Tem que mudar muita coisa até 2014”, reclama o torcedor.

Quando se acreditava que todas as zebras já tinham acontecido, veio mais uma: no último jogo das quartas de final a Venezuela venceu o Chile, por 2 a 1, e pela primeira vez chegou à semifinal da competição. O Chile, melhor seleção da primeira fase, perdeu para a que sempre foi considerada a pior das 10 seleções da América do Sul.

Uruguai cresce no momento decisivo

Na semifinal, o Uruguai jogou bem e passou fácil pelo Peru, 2 a 0, com grande atuação e dois gols de Luis Suárez. No outro jogo, o Paraguai eliminou a Venezuela nos pênaltis, após empatar no tempo normal seu quinto jogo seguido na Copa América. Os venezuelanos saíram satisfeitos da competição, mesmo o time tendo perdido a disputa do terceiro lugar para o Peru, do artilheiro da competição com cinco gols, o atacante Paolo Guerreiro.

Na grande decisão, os uruguaios lotaram o Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, e viram sua seleção jogar bem e vencer o Paraguai, que tinha empatado todos os seus jogos até aqui. Suárez abriu o placar e Forlán, que ainda não tinha feito gol na Copa América, fez dois e ajudou o Uruguai a ganhar pela 15ª vez a competição continental e a se tornar, assim, o maior vencedor da competição (deixando a Argentina com 14 títulos). De quebra, encerrou um jejum de títulos que durava desde 1995, quando a seleção celeste ganhou a Copa América em casa, contra o Brasil, na final.

A participação do Brasil na Copa América decepcionou os torcedores, mas há quem defenda a atuação da seleção canarinho. “Agora vão falar mal do Ganso, do Neymar, vão chamar o Júlio Cesar de frangueiro. A pressão em cima do Mano Menezes vai ser muito grande, mas devemos dar tempo para o técnico. Teremos três anos para o Mundial aqui no país, até lá muita coisa pode acontecer. Todo mundo queria este time que jogou, agora vão querer mudar tudo. O povo aqui é muito passional, ou é oito ou é oitenta”, disse o torcedor do Brasil Diego Clemente.

Já para a torcedora botafoguense Cristiane Lourenço, deu gosto de ver o Uruguai jogando, mesmo que Loco Abreu tenha jogado poucos minutos durante toda a Copa América. “Torci mais para o Uruguai do que para o Brasil, não só porque o ídolo do meu time joga lá, mas porque eles demonstraram muita vontade de ganhar, com raça e bom futebol. Lugano, Muslera, Forlán e Suárez jogaram muito. O Brasil que abra o olho para que em 2014 eles não surpreendam de novo”, alerta.

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